6 de julho de 2016

Cunha sofre pressão de aliados pela renúncia na Câmara


Aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) têm o pressionado a renunciar ao cargo de presidente da Câmara sob o argumento de que esse seria o único caminho para viabilizar uma negociação com partidos como o PSDB e o DEM em torno de sua situação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Cunha, no entanto, continua rejeitando a tese e, a pessoas próximas, disse que não irá entregar o único trunfo que tem antes de ter certeza de que terá votos suficientes no colegiado a favor de seu recurso. Nas contas dos aliados mais otimistas, Cunha teria entre 30 e 31 votos, hoje, a seu favor na comissão.
Para reverter a tendência de cassação de seu mandato, entretanto, precisaria de 34.
O impasse levou aliados de Cunha a trabalharem para retardar a conclusão do processo do deputado afastado na CCJ. O peemedebista recorreu à comissão contra decisão tomada pelo Conselho de Ética que recomendou a cassação de seu mandato.
Relator do recurso de Cunha no colegiado, o deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF) entregou seu parecer nesta terça-feira (5), mas ele só será tornado público na sessão desta quarta (6).
Colegas de plenário dão como certo que Fonseca irá acatar ao menos dois dos 16 argumentos levantados por Cunha para tentar anular a votação do Conselho. Ele já indicou ser favorável, por exemplo, à alegação do peemedebista de que o deputado Marcos Rogério (DEM-RO), que conduziu o caso no Conselho de Ética, não poderia ter ficado com a relatoria por ser do mesmo bloco que apoiou a eleição de Cunha à presidência da Câmara.
Outro ponto é sobre o sistema utilizado na votação, por chamada nominal, que não teria amparo regimental.
A expectativa de que o deputado vá de fato acatar argumentos de Cunha fez com que lideranças de vários partidos preparassem votos em separado para se contrapor.
Passada a fase da CCJ, que deve rejeitar o recurso de Cunha, o processo segue para a fase final no plenário.
No entanto com o recesso branco, a votação só ocorrerá na primeira semana de agosto. Para cassar o mandato do peemedebista, é preciso o voto de pelo menos 257 dos 513 deputados.

FolhaPress

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