12 de julho de 2016

Eleição para presidência da Câmara já tem dez candidatos inscritos

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), definiu, após reunião com a mesa diretora, que a eleição do novo presidente da casa será na próxima quarta-feira às 16h. Os registros de candidatura serão aceitos até o meio-dia da mesma data. Maranhão ainda terá que confirmar com o colégio de líderes as regras da escolha do substituto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Com a expectativa de um grande número de candidatos, a mesa definiu que cada aspirante à vaga deixada por Cunha terá até dez minutos para discursar no plenário. Se alguém for chamado para discursar e não estiver na sessão, perde o direito à fala. A ordem dos discursos se dará após sorteio.
Haverá segundo turno caso um candidato não alcance maioria absoluta. Caso ocorra empate entre os segundos colocados, o deputado mais velho e com mais tempo de Câmara irá disputar o segundo turno. Se houver segundo turno, haverá um intervalo de uma hora para a adequação das urnas eletrônicas.
Dez parlamentares já oficializaram a candidatura: Carlos Gaguim (PTN-TO), Carlos Manato (SD-ES), Cristiane Brasil (PTB-SP), Fábio Ramalho (PMDB-MG), Fausto Pinato (PP-SP), Fernando Giacobo (PR-PR), Heráclito Fortes (PSB-PI), Luiza Erundina (PSOL-SP), Marcelo Castro (PMDB-PI) e Rogério Rosso (PSD-DF). A expectativa é que sejam, pelo menos, 17 candidatos diferentes.
Em entrevista coletiva, Rosso defendeu um “pacto de elegância” para evitar ataques diretos entre os adversários na disputa. Para ele, essa é uma forma de evitar que a eleição provoque “racha” na base do presidente interino Michel Temer. Apesar do discurso, ele fez ataques indiretos àquele que é apontado como seu principal adversário, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que também ainda não oficializou a candidatura, mas deve concorrer com o apoio do PSDB. Rosso criticou o colega por buscar aliança com o PT.
— Estou me referindo a alianças com difícil explicação política. Não topo vale tudo, nunca topei. Não pode um vale tudo onde se fecha os olhos, se deixa de ser inimigo. Não dá para acreditar nisso — disse Rosso, evitando citar diretamente o adversário.

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