17 de fevereiro de 2017

Estudante de 23 anos que matou 100 militantes do ISIS tem um recompensa de 1 milhão por sua cabeça

Joanna Palani, de 23 anos, uma estudante dinamarquesa de Política e Filosofia, há alguns anos abandonou a faculdade para se juntar a forças curdas na Síria para lutar contra os jihadistas.
Treinada como sniper, ela matou uma centena de militantes do ISIS. Agora, forçada a se esconder, uma vez que o grupo ofereceu uma recompensa de um milhão de dólares por sua cabeça, enfrenta uma condenação de dois anos por ter desafiado as autoridades ao deixar o país para lutar contra os jihadistas, de acordo com informações do jornal Daily Mail.
Em uma entrevista exclusiva ao jornal inglês, ela contou que arriscou tudo o que tinha, incluindo sua liberdade, para lutar contra o ISIS na Síria junto às unidades de YPG e Peshmerga. “Eu estava disposta a desistir de tudo para combater o ISIS, para que todos na Europa pudessem estar seguros”, disse. “Essa foi minha escolha e agora sou vista como terrorista pelo meu próprio país”.
Ela admitiu ter violado uma lei antiterrorista para retornar à Síria no ano passado. “Lamento ter quebrado a proibição de viajar imposta a mim, mas senti que não tinha escolha”, continuou. “Eu sou uma sniper. Gosto de usar meu cérebro e corpo para me concertar em uma missão”.
Joanna foi informada de sua proibição em setembro de 2015, mas desafiou as autoridades quando se reuniu novamente aos companheiros de sua unidade curda entre junho e outubro de 2016. No entanto, quando retornou à Dinamarca, junto a um grupo de refugiados vindo do Iraque, foi presa por violar a proibição, ficando na cadeia por três semanas antes de ser liberada em dezembro passado.

Ela contou que, enquanto se sente caçada pelas autoridades dinamarquesas, também vive à sombra de uma recompensa de um milhão de dólares pela sua morte ou captura, oferecida pelo ISIS.
“O ISIS quer me matar ou capturar para me converter em islamista radical ou me transformar em uma escrava sexual”, revelou. “Mas eu amo minha independência e liberdade como mulher mais do que receio ser capturada ou transformada em escrava sexual. Minhas preocupações sobre ser capturada ou morta não são tão grandes quanto meu amor pela liberdade. Isso é o que me mantém”.
“Minha resposta é continuar sempre em movimento, continuar frequentando as aulas, trabalhando, para mostrar a eles que sou uma mulher livre e independente”, continuou. “É assim que eu me defendo deles”. A jovem disse estar ansiosa para entrar em contato com seu batalhão do YPG, e se recusa a aceitar qualquer razão para ficar com medo. “Nunca lhes darei a vitória do meu medo”.
“Quando estávamos nos preparando para invadir casas de escravas sexuais do ISIS, inventamos um ditado: um soldado vai para o resgate, mas muitos outros voltarão com ele”, disse. “Isso por que os sobreviventes, muitas vezes, se juntam a nós. Muitas das meninas que resgatamos nos acompanham depois e treinam para se tornar combatentes”.
“Então, se eles me capturassem, ainda lutaria contra eles, por todas aquelas garotas, assim como por mim mesma”. “Não é fácil para mim estar na Dinamarca quando meus amigos estão em Rojava e as meninas que treinei, que eram mais jovens do que eu, estão em Manbij e eu não”, continuou. “Senti-me envergonhada e culpada”.
Sobre suas habilidades, que utiliza com um rifle russo SVD Dragunov, ela disse que a paciência é a chave de tudo. “Você tem que ser muito paciente, manter a calma e o foco”. Como sniper já chegou a ficar na linha de frente por cerca de nove dias seguidos, aparentemente defendendo civis que fugiam de zonas de conflito e companheiros curdos que avançavam para atacar os militantes do ISIS durante a noite.
Certa vez, quando quase foi baleada enquanto estava na linha de frente com um companheiro – que foi morto – caiu e fraturou o crânio. “Eu peguei em minha arma de novo quatro dias depois”, revelou.
Sobre sua vida atual, em entrevista à Vice, ela diz estar relutante em ter que estudar Política e Filosofia. “Sou uma curdo-europeia. A maioria das minhas crenças e moral é europeia. Eu daria minha vida pela Europa, pela democracia, liberdade e direito das mulheres. Sinto que fui traída por aqueles por quem estava disposta a sacrificar minha vida”.

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