4 de junho de 2012

AL faz audiência pública sobre exploração de crianças e adolescentes

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Os crescentes números de denúncias de casos de exploração sexual contra crianças e adolescentes motivaram a realização de uma audiência pública na tarde de hoje (4). O debate foi promovido pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, da Câmara dos Deputados. Na ocasião, foram apresentados números a respeito dos delitos cometidos no RN, deficiências encontradas pela polícia e órgãos especializados no combate a este crime e sugestões para o enfrentamento da violência contra crianças e adolescente. O evento foi uma proposição da deputada federal Fátima Bezerra.
Segundo a parlamentar, Natal está no mapa das cidades com maior incidência dos crimes de exploração sexual infanto-juvenil. “Não gostaria que fosse necessária a presença da CPI aqui no RN. Mas, infelizmente, a realidade do nosso estado nos obriga a debater o assunto. Segundo estudos da Secretaria Nacional de Defesa dos Direitos Humanos, Natal está entre as cidades com maior número de casos de exploração sexual de crianças e adolescentes. Isso deriva de vários fatores, entre eles o Turismo, que infelizmente traz muitas mazelas de natureza social. Tudo isso nos leva a nos organizar para mobilizar a sociedade e os poderes públicos, em busca de iniciativas e políticas para combater esse problema”, declarou Fátima Bezerra.
A presidente da CPI, a deputada federal Erika Kokay afirmou que o papel da Comissão é fazer um diagnóstico sobre o nível de responsabilização dos agressores. “Não queremos falar só em quantidade, em número de denúncias, mas falar sobre o roubo da infância e da adolescência. Estamos falando sobre o roubo da condição humana, que é um fio condutor dos traumas da sociedade. Estamos falando da desumanização. A impunidade provoca a naturalização do que não pode ser naturalizado. Faz com que o olho, o coração, a vida de acostume com esse tipo de crime”, declarou a deputada.
Na manhã desta segunda-feira (4) os membros da CPI tiveram reuniões com representantes do Ministério Público, Itep e Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente, com o intuito de conhecer os dados sobre esses crimes no RN. “Uma de nossas preocupações é o atendimento das vítimas. Em muitos casos, esses atendimentos não fazem com que esses jovens resignifiquem suas vidas. Eles não conseguem romper essa trajetória que os leva à exploração sexual. A PRF resgatou mais de três mil meninas e meninos em sete anos de mapeamento. Muitas vezes essas crianças foram resgatadas num ano e, outra vez, no ano seguinte. O que significa que não há uma política que possibilite uma ruptura dessa realidade, uma interrupção”, argumentou Erika.

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