12 de junho de 2012

Governador de Goiás depõe nesta terça na CPI que investiga relações de Cachoeira

O governador Marconi Perillo (GO) e parlamentares do PSDB após reunião da CPI do Cachoeira no final de maio (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

Está marcada para as 10h15 desta terça-feira (12) o depoimento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) na CPI que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. As investigações da Polícia Federal que levaram à prisão do contraventor, acusado de corrupção e exploração de jogos ilegais, mostraram atuação do grupo nos governos de Goiás e Distrito Federal. Nesta quarta, a CPI ouve o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT).
Desde que surgiram as denúncias, Perillo negou relação próxima com Cachoeira e refutou a suspeita de que o grupo teria influência sobre a gestão. Antes da convocação, ele se dispôs a falar na CPI.

Na tarde desta segunda, parlamentares do PT e do PSDB adiantaram as expectativas para o depoimento, o primeiro de uma autoridade do Executivo. Segundo o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), o partido cobrará explicações sobre a venda de uma casa que pertencia ao governador no ano passado e que a PF suspeita que tenha sido comprada indiretamente por Cachoeira. Já surgiram quatro versões sobre o negócio; Perillo nega irregularidades e diz que vendeu a casa para um empresário.

Além disso, Tatto disse que o PT irá focar perguntas nas atividades de Cachoeira em Goiás. O líder sustenta que Perillo teria sido "conivente" com as atividades da quadrilha de jogo ilegal comandada por Cachoeira. "Eu sei que é difícil explicar essa relação íntima que ele tem com o Carlinhos Cachoeira, que é o chefe do crime organizado de Goiás. Até porque se existia a contravenção no estado de Goiás, a responsabilidade de combatê-la era justamente o governo do estado de Goiás", afirmou.

Ainda nesta segunda, o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), defendeu Marconi Perillo. Segundo ele, o depoimento do governador servirá para "encerrar um capítulo repetitivo" da CPI do Cachoeira. Para o tucano, as denúncias relativas à venda da casa de Perillo servem para desviar o foco das investigações da comissão.

"Para quem gosta de repetição é um prato cheio, porque essa história do governador tem sido contada e recontada insistentemente, de forma cansativa, para desviar o foco de capítulos importantíssimos dessa CPI, que certamente alcançarão agentes públicos localizados em Brasília. A expectativa é de que encerremos esse capítulo", afirmou.

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