23 de junho de 2012

Sequestro: uma semana e nenhum contato

Na madrugada deste domingo(24), o sequestro do jovem empresário mossoroense de 19 anos completa uma semana sem que os sequestradores tenham feito, até a noite de ontem, qualquer contato com a família. Oficialmente, a polícia se mantém afastada do caso, a pedido de parentes do jovem que temem pela vida dele. Um policial civil aposentado, com experiência em casos semelhantes e nos quais atuou como "negociador", disse à TRIBUNA DO NORTE que a falta de contato com a família da vítima, após uma semana do sequestro, é considerado normal. "Há casos onde o primeiro contato acontece depois de quinze dias ou até mesmo um mês", afirmou.
Esse policial acredita que os criminosos devem ser de outro Estado. "Normalmente os sequestradores preferem atuar em outro Estado onde não são conhecidos pela polícia. Isso facilita a ação deles. Nos casos que trabalhei, era comum as quadrilhas serem do Ceará ou mesmo de outra região do país", completou.
Nas redes sociais, ontem à tarde, amigos e familiares do jovem seqüestrado participaram de uma corrente de orações. Às 15h, rezaram um terço "pedindo a Deus a volta do jovem e enviando pensamentos e energias de força e paz para ele, onde quer que ele esteja".
O sequestro ocorreu durante uma vaquejada no município de Ceará-Mirim, Região Metropolitana de Natal, na madrugada do domingo passado, no parque de vaquejadas Lourival Pereira - às margens da rodovia BR-406, em Ceará-Mirim. Três homens foram vistos obrigando o jovem e o tratador de cavalos que o acompanhava nas corridas de vaquejada a entrarem em um carro de cor preta. O tratador de cavalos foi liberado pelos sequestradores no município de Santa Maria, a cerca de 40 quilômetros da cena do crime, pouco tempo depois do ocorrido. A TN decidiu não dar publicidade ao nome da vítima por entender que essa atitude pode contribuir para um bom desfecho do caso e preserva a integridade da família do jovem empresário.

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