14 de julho de 2012

Agricultores aguardam pagamento do bolsa-estiagem

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, durante a 15ª reunião do Conselho Deliberativo da Sudene ocorrida ontem em Fortaleza (CE), apresentou um balanço das ações emergenciais do governo federal para a melhor convivência da população rural nordestina com a seca. Fernando Bezerra informou que a União repassou, até o mês de julho, R$ 60,15 milhões de bolsa-estiagem para os agricultores que perderam a colheita por falta de chuvas no semiárido do Nordeste. O programa prevê o pagamento de R$ 400 a cada agricultor cadastrado, em cinco parcelas de R$ 80.
No caso do Rio Grande do Norte,  o ministro da Integração Nacional informou que não havia ocorrido o repasse para os mais de 38 mil agricultores, mas o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RN (Fetarn), Ambrósio Lins, disse ontem que "as coisas começam a avançar", tanto que o bolsa-estiagem já deverá ser pago a partir da próxima quarta-feira (18).
Lins ainda relatou que aqueles municípios que cumpriram sua parte do recolhimento do garantia-safra, os beneficiários já começaram a receber - em agosto devem começar a receber o seguro os agricultores dos municípios que estão começando regularizar agora a situação. O garantia-safra vai distribuir R$ 500 milhões à razão de R$ 680 por agricultor.
Em relação ao programa de recuperação de poços para abastecimento de água, nesta quinta-feira (12) foi publicada portaria de reconhecimento e autorização para empenho dos recursos. Para o RN o investimento empenhado foi de R$ 2,37 milhões para a recuperação de 95 poços que irão beneficiar mais de 4 mil moradores da zona rural.
Fernando Bezerra informou que a "Operação Carro-Pipa" atende 74 cidades do RN com a circulação de 209 caminhões, beneficiando 170 mil pessoas.
Presidente licenciado da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Benes Leocádio disse que apesar do esforço do governo federal, algumas prefeituras estão custeando a distribuição de água na zona rural. Leocádio ressalta que as prefeituras pagam, à Caern, o valor comercial pelo fornecimento de água, mas lembra que quando integrava o Comitê Gestor da Seca, propôs ao governo que "fosse cobrada uma tarifa social e diferenciada" para atender às famílias da zona rural.

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