19 de julho de 2012

Hospital Walfredo Gurgel registra média de 18 vítimas de acidente de moto por dia

Prova desse aumento são os corredores do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HWG) que diariamente recebem dezenas de jovens vítimas de acidentes de trânsito, especialmente de motocicletas. Um levantamento feito recentemente pela equipe do arquivo do hospital apontou que a cada 24 horas a maior unidade de urgência e emergência do Rio Grande do Norte atende uma média de 18 pessoas vítimas de acidentes de moto.

Na opinião da diretora geral do hospital, Fátima Pereira Pinheiro, "o Walfredo atualmente é o albergue da ortopedia do Rio Grande do Norte que não conta com outro hospital para atender essa demanda". A média diária de atendimentos no Walfredo Gurgel é de 60, sendo que a maior parte desse número se deve às vítimas dos acidentes ocasionados pelo uso indiscriminado das motocicletas. Entre os problemas enfrentados pelos profissionais da unidade está a demora em transferir pacientes para hospitais privados que têm convênio com o SUS e são responsáveis por diversos procedimentos. "Fazemos as cirurgias de fraturas expostas, mas as outras os pacientes têm que ser transferidos e isso pode demorar dois ou três dias, tempo que pode prejudicar a vítima", alerta.

Profissionais que atuam diariamente no Walfredo atribuem à falta de educação da população como principal fator para o crescente número de acidentes. Para a diretora geral do hospital, o governo federal tem que investir em educação no trânsito. "As pessoas precisam entender que direção e álcool não combinam. Assim como dirigir cansado e com sono, mesmo sem ter bebido", lembra a médica.

Outra ação sugerida pela diretora é o aumento da fiscalização nas ruas pelos órgãos competentes. "Vejo por ai motociclistas cortando semáforo, passando em alta velocidade nas lombadas eletrônicas, mas não são notificados", disse. Como resultado desses atos, o Walfredo enfrenta corredores lotados, o estado é sobrecarregado financeiramente, além de perder diversos trabalhadores por longos períodos já que muitos passam a depender da Previdência Social porque ficam incapacitados de exercer suas funções normalmente. De acordo com os dados, de janeiro a junho deste ano o hospital atendeu mais de 11 mil vítimas de queimaduras, atropelamentos, agressão física, entre outros.

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