24 de julho de 2012

Seca atinge oito milhões no Nordeste

O Ministério da Integração Nacional (MI) estima que cerca de 8 milhões de pessoas sofrem com a falta de chuva na região Nordeste. Desde setembro de 2011, não chove regularmente na região e meteorologistas já consideram esta como a pior seca dos últimos 30 anos. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há possibilidade de chuva em algumas regiões do Nordeste, principalmente no litoral. Mesmo assim, as precipitações não serão suficientes para amenizar a situação.

A Secretaria Nacional da Defesa Civil informou que 1.209 municípios já decretaram situação de emergência na Região Nordeste. Balanço feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 5 de julho aponta queda de 80% na produção de milho e feijão na região do semiárido.

No começo do ano, o governo federal anunciou um pacote de R$ 2,7 bilhões para enfrentamento à estiagem. Desse total, R$ 200 milhões é destinado ao pagamento do Bolsa Estiagem, programa voltado aos pequenos agricultores, e R$ 500 milhões para o Garantia-Safra. Foram recuperados ainda, 2.400 poços artesianos ao custo de R$ 60 milhões. Para a Operação Carro-Pipa, foram destinados R$164 milhões, o que beneficiou mais de 2 milhões de pessoas.

O Rio Grande do Norte, segundo levantamento preliminar da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn) terá um ano considerado meteorologicamente como "muito seco" em 95% dos municípios. Os 5% restantes, quase todos no Litoral, ficarão na faixa "seco" porque o volume de chuvas ficará abaixo de 1.000 milímetros. É o caso de Canguaretama. Até às 7 horas de ontem, a Emparn registrava 635 milímetros. Para o inverno ser considerado "normal" o volume de chuvas deveria ficar entre 1.131 e 1337 milímetros.

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