27 de julho de 2012

Vizinho confessa ter matado criança

O sumiço de Cinthia Lívia de Araújo, que tinha 12 anos e estava desaparecida desde sábado passado acabou da pior forma: o corpo foi encontrado ontem, em Tibau. O suspeito foi detido no fim  da manhã de ontem. Poliano Cantarelelle Fernandes da Silva, de 35 anos, é vizinho da família de Cinthia, e confessou ter matado a jovem, por vingança. Ele disse aos policiais que já havia tido relação com a mãe e uma irmã de Cinthia e que teria tentado abusar sexualmente da menina.

Corpo da pequena Cíntia foi encontrado em poço de casa de praia

Todo o caso foi resolvido na manhã de ontem. Começou com o encontro do corpo de Cinthia, por volta das 7h. Ela estava dentro de um poço, no quintal de uma casa na praia das Emauelas, na zona leste da cidade-praia. A princípio, não havia confirmação se o corpo era realmente da menina, isto porque havia notícias de que um homem estava desaparecido. O cadáver já estava em avançado estado de apodrecimento (a água acelera), o que impossibilitou a identificação visual, num primeiro momento. Foi a partir das roupas da menina que os parentes confirmaram que era mesmo ela. Segundo o delegado Renato Batista da Costa, a partir daí, o caso começou a ser desvendado. "Tínhamos várias linhas de investigação. A população dava informações de carros suspeitos... A polícia vinha investigando as pessoas que circulavam e que moravam próximo a residência da vitima. Após o encontro do cadáver, descobrimos que um dos moradores, caseiros de casas ali na praia das Manuelas, tinha uma residência praticamente vizinho a casa da vítima. Isso levou a polícia a uma busca imediata ao suspeito Poliano, que já vinha fugindo da ação policial", esclarece o delegado de Tibau.

Rapidamente, os policiais descobriram que ele havia embarcado em um táxis com destino a Mossoró. Acionaram a equipe da delegacia regional de Mossoró, que interceptaram o suspeito já na entrada da cidade. "Logo de início, foi feito um breve interrogatório, onde ele confessou e detalhou como ocorreu o crime", relata Batista, explicando que o crime teria sido uma espécie de retaliação contra a mãe e a irmã mais velha de Cinthia, Vânia Maria de Araújo, 39 anos, e Jadina Larisse de Araújo, 19. Poliano disse que já havia tido um relacionamento amoroso com a mãe, primeiro, e depois com a filha.

CONFISSÃO
À polícia, Poliano Cantarelelle Fernandes da Silva disse que tentou estuprar a pequena Cinthia Lívia. Ela resistiu, foi estrangulada e depois jogada no poço. Segundo o perito criminal Joaquim Guimarães, do Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP) de Mossoró, o corpo havia sido deixado no poço entre sábado e domingo. A constatação foi feita a partir do estado avançado de putrefação (apodrecimento) que o corpo de Cinthia Lívia foi encontrado ontem pela manhã. Joaquim afirma que, a princípio, não é possível precisar o tempo exato da morte. O corpo da pequena foi levado trazido ontem para o Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP) de Natal para ser submetido a um exame de raio-x (o Itep de Mossoró não tem). A previsão era de que o corpo chegaria por volta das 22h, quando começaria a ser analisado. Até o fechamento dessa edição, a causa verdadeira da morte era desconhecida. Segundo Joaquim Guimarães, havia uma aparente marca de lesão no pescoço da jovem, que pode ter sido provocada pelo agressor (como ele mesmo confessa) ou quando ela foi jogada no poço. "Pode ter sido provocado pela queda. Ela não tinha vestígio nenhum de perfuração. A morte pode ter sido por afogamento, após ter sido jogada na cacimba, ou ele quebrou o pescoço dela", explica o perito.

ABUSO
O caseiro disse ainda em depoimento que teria tentado abusar sexualmente da vítima, mas não conseguiu. A perícia irá confirmar ou não essa versão apresentada em depoimento, através de exames. Ontem mesmo já seria possível afirmar se a menina havia mantido algum tipo de relação sexual. Segundo Joaquim Guimarães, perito do Itep de Mossoró, é possível verificar se houve rompimento do hímen, logo nesse exame inicial. Caso seja positivo, outros exames serão realizados. A perícia tentará coletar vestígios de espermatozóide para comparar com amostras coletadas no suspeito. Pelo estado que se encontrava o corpo, é possível que o trabalho da polícia encontre maiores dificuldades, no entanto, não será empecilho para responder a essas questões, conforme avalia Guimarães. Além disso, a perícia detecta, por exemplo, se o suspeito utilizou algum tipo de substância entorpecente na vítima, ou se a fez ingerir bebida alcoólica, que é comum nesses casos. Esses exames, no entanto, são mais complicados e o resultado é mais demorado. Não há previsão de quando serão concluídos e entregues à polícia.

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