29 de agosto de 2012

Crise econômica internacional não afeta números da previdência

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Mesmo com a crise econômica internacional, a Previdência Social conseguiu, em julho passado, a melhor arrecadação da série histórica (excluindo os meses de dezembro, quando há impacto do 13º salário). Entraram nos cofres do Tesouro R$ 21,8 bilhões. Esse valor só fica abaixo do registrado em março deste ano, quando foram arrecadados R$ 22,2 bilhões. Em relação a julho do ano passado, houve um aumento de 7,3% na arrecadação. Comparado a junho de 2012, o crescimento foi de 2,9%.

“A explicação para os números da Previdência estarem resistindo à crise econômica é que, diferente do que está acontecendo nos países da Europa, o Brasil não vem sendo afetado ao ponto de ocorrer por aqui uma redução no número de empregos. Houve apenas uma desaceleração no crescimento, mas não uma diminuição do mercado de trabalho”, explicou o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, durante a divulgação do resultado de julho do Regime Geral da Previdência Social (RGPS).

Como a despesa com o pagamento de benefícios foi de R$ 19,3 bilhões, o superávit de julho – o sexto do ano – no setor urbano chegou a R$ 2,6 bilhões. Esse resultado é 9,5% melhor que o apurado em julho do ano passado. No acumulado de janeiro a julho, a arrecadação somou R$ 146,7 bilhões e as despesas, R$ 134,3 bilhões. O saldo final foi de R$ 12,4 bilhões – aumento de 36% em relação ao mesmo período de 2011.

No setor rural, a arrecadação líquida sofreu uma queda de 12,4%, em julho, comparando com o mês anterior. Foram arrecadados R$ 447,4 milhões. Em relação a julho do ano passado, quando foram arrecadados R$ 465,8 milhões, houve redução de 3,9%. Já a despesa com o pagamento de benefícios foi de R$ 5,6 bilhões – aumento de 1,3% em relação a junho deste ano. Se comparada a julho de 2011, a despesa cresceu 11,8%.

Garibaldi Alves Filho informou que a diferença entre arrecadação e despesa gerou uma necessidade de financiamento para o setor rural de R$ 5,1 bilhões – 13,4% mais que no mesmo mês do ano passado. O ministro da Previdência Social explicou que esse aumento do déficit decorre, principalmente, do reajuste do salário mínimo concedido em janeiro desse ano, já que 98,7% dos benefícios rurais estão na faixa de valor igual a um piso previdenciário.

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