24 de outubro de 2012

Assassina de olho na herança dos pais

Suzane De olho na herança dos pais

Mesmo após matar os pais, Suzane von Richthofen briga com irmão Andréas por metade da herança. O patrimônio está avaliado em R$ 11 milhões. O processo de inventário corre desde 2002 e já tem 11 volumes. Todos os bens da família estão bloqueados pela justiça.

Além da casa, avaliada em R$ 2 milhões, a herança dos Richthofen tem outros nove imóveis, entre casas e terrenos. Além disso, há quatro carros, uma moto e cinco contas bancárias. E participação em duas empresas. Há também o conteúdo de um cofre lacrado sob os cuidados da Justiça.

Andreas, hoje com 25 anos, nunca falou sobre o crime. Estuda química na Universidade de São Paulo e na última semana não frequentou as aulas. Ele se esforça para levar uma vida normal, longe das lembranças e das dúvidas que ainda envolvem a morte dos pais.

O crime aconteceu no começo da madrugada de 31 de outubro de 2002. Manfred e Marísia dormiam quando Suzane, o namorado dela, Daniel, e o irmão dele, Cristian Cravinhos, entraram na garagem no carro da jovem. A policia conta que Suzane foi até o quarto dos pais para conferir se eles estavam dormindo.

Autorizados por ela, Daniel e Cristian entraram em ação. Daniel se aproximou de Manfred. Cristian, de Marísia. Foram inúmeros os golpes na cabeça com barras de ferro. Os irmãos ainda usaram toalhas molhadas e sacos plásticos para sufocar o casal.

Durante o assassinato, Suzane esperou no andar de baixo da casa. A jovem revirou o escritório para simular um assalto. Antes de ir embora, o trio embolsou cinco mil dólares e R$ 8.000 guardados por Manfred.

Depois da morte dos pais, Suzane foi com Daniel para um motel. Às três da madrugada, a jovem deixa Daniel em casa e vai em busca do irmão Andreas numa lan house. Ela e o irmão caçula voltam à mansão. Ao se depararem com os pais mortos, Suzane acionou a polícia.

Na madrugada do dia 22 de julho de 2006, o Tribunal do Júri condenou Suzane e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos à prisão pelo assassinato do casal. Suzane, Daniel e Cristian foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado.

Eles estão presos na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Os então namorados Suzane e Daniel tiveram uma pena de 39 anos e meio de prisão. Cristian foi condenado a 38 anos e meio.

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