14 de fevereiro de 2013

Superlotação persiste nos corredores do Walfredo Gurgel

A realidade dentro do Walfredo Gurgel não muda. Independente das negociações quanto ao futuro da direção do hospital, os pacientes sofrem com a falta de leitos e estrutura da unidade. A superlotação persiste. Ontem, havia 99 doentes espalhados pelos corredores do hospital. Além destes, mais 41 pacientes ortopédicos aguardavam transferência para outras unidades médicas. E o mais preocupante: 32 pacientes em estado grave esperavam um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Nos corredores, a realidade não muda. Os doentes sofrem com a falta de leitos e de estrutura

Para piorar a situação, setores importantes como o Centro Cirúrgico, Centro de Recuperação de Operadores (CRO) e a própria UTI enfrentam problemas nos condicionadores de ar. Alguns aparelhos estavam desligados e outros não funcionavam a contento. O problema, segundo alguns médicos, começou no fim de semana passado. O médico intensivista Sebastião Paulino utilizou uma rede social para denunciar a situação. "Sensação térmica que causa enorme desconforto. Assim está na UTI de adulto, na UTI pediátrica e em todo o bloco cirúrgico. Ninguém consegue usar jaleco, capote. Está impraticável o uso de EPI [equipamento de proteção individual]",  escreveu na noite da última terça-feira.

No primeiro andar do prédio, onde fica a UTI, CRO e Centro Cirúrgico, os servidores reclamavam da situação. Na Central de Material, no mesmo pavimento, o problema é evidente. Há um condicionador de ar novo, recém-instalado, mas não funciona. O condicionador de ar central do hospital estava funcionando apenas no modo ventilação. A diretora coloca culpa na falta de manutenção do aparelho. "Esse ar condicionado existe desde que o hospital foi inaugurado e nunca passou por uma revisão completa. Por isso ocorrem esses problemas", disse.

De acordo com o coordenador da UTI, Cairo Gonçalves, a situação no setor está "suportável". "O ar condicionado central não está funcionando, mas temos um outro aparelho que funciona bem. Por enquanto, está suportável. É possível trabalhar", explicou.

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