16 de novembro de 2014

Ex-diretor teve ascensão meteórica na Petrobras durante o governo Lula

diretor petrobras

O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque era “o homem do PT” na engrenagem da corrupção entranhada na Petrobras. Com fama de durão, o ex-gestor fez carreira na estatal. Engenheiro, entrou na empresa em 1978, mas foi no governo Lula, pelas mãos do ex-ministro José Dirceu, que alcançou o alto escalão da petrolífera. Em 2003, no primeiro ano do PT à frente do Palácio do Planalto, virou diretor. A tinta de sua caneta ganhou mais força para chancelar contratos de empreendimentos bilionários, a exemplo da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
As investigações apontam que o ex-diretor fazia parte de um esquema que consistia no direcionamento de obras a um cartel das grandes empreiteiras que inseriam sobrepreço nos contratos para depois distribuir comissões ao PT, ao PMDB e ao PP, que, inclusive, usaram o dinheiro na campanha eleitoral de 2010. Na Diretoria de Serviços, Duque fazia a ligação com o tesoureiro dos petistas, João Vaccari.
Segundo o Correio Braziliense, ao lado do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, Duque era responsável por contratações e compras da petrolífera. No interrogatório na Justiça Federal do Paraná, Costa acabou entregando o ex-amigo e delatou que os pagamentos de propina de 3% destinados a políticos existiam em todas as diretorias, segundo Paulo Roberto.
Ao mencionar a situação de Duque, o ex-diretor fez a seguinte descrição: “Ele tinha essa ligação com o senhor João Vaccari dentro desse processo com o PT”. Segundo Paulo Roberto, Vaccari arrecadava o dinheiro para o partido. “A ligação que o diretor do PT tinha era com o tesoureiro do PT, senhor João Vaccari. A ligação era diretamente com ele”, disse. O ex-diretor ainda citou nominalmente o então colega. “Na área de serviços, foi o diretor (Renato) Duque, que foi indicado na época pelo ministro da Casa Civil, José Dirceu”.

0 comentários:

Postar um comentário

SUA OPNIÃO É MUITO IMPORTANTE!